A moral da Liberdade

“Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei (…) O Amor é a Lei, amor sob Vontade.” Aleister Crowley

“Nada pode tornar moral a destruição dos melhores.”Ayn Rand

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amo.” João 15:12

A moral da liberdade é a de que somos todos capazes de amar. Amar no sentido de ter ao menos um certo humor amistoso, capaz de engendrar relações de mútua satisfação e alegria.

Nesse sentido, fazer o que se quer, desde que se tenha vontade de amor é, no fim, uma lei universal. Lei esta que mentes sintonizadas com a nossa realidade conseguem perceber

Quando surgem os que se dizem inspirados a corrigir a ordem das coisas, logo aparecem leis e regulações anti-naturais que esmagam com a nossa capacidade inata de ir em qualquer direção que nos aprouver.

Os que buscam corrigir o incorrigível, não por não ser permitido, mas sim por não ser necessário, acabam deixando de corrigir a si mesmos, cometendo os mesmos erros que alegam serem dos seus adversários.

Tudo é uma questão de política. No Brasil, a base das Ciências Humanas não é Marx, nem Engels, mas sim Maquiavel: o que importa é ser o Príncipe, nem que para isso se tenha de sustentar uma série de mentiras como princípios magistrais que nunca se cumprem.

Assim é a situação de países como o Brasil, onde uma elite política se utiliza das mesmas armas de trocas de favores e dinheiro para se manter no poder em esquemas tão velhos quanto o cabresto, o café-com-leite e o concessão-privatização com regulação por meio de agências.

Não há possibilidade de mercado desregulado. Um país como o Brasil não permite que o mercado se autoregule. Por isso há aqui a tendência a taxar grandes fortunas. Como se punir os bem sucedidos fosse a solução para a frustração da elite política — para que nunca lhe falte o devido caviar com trufa branca.

Existe uma necessidade cultural no Brasil de se criar esperanças por meio de concursos públicos. Ao acreditar que essa profissão apresenta um salário incrível e conforto, muitos se esquecem que o serviço público não é um lugar para se desenvolver uma carreira de verdade. O serviço público deveria ser, por princípio, temporário para todos: é necessário estimular as pessoas a empreenderem tentarem diversos tipos de trabalho, de empreendedorismo e de experiência de vida. Senão de que vale viver?

Serviço público, aliás, só deveria existir onde há de fato algo a servir. Do contrário, não há nem razão de sua existência. Nesse sentido, qualquer serviço público que não tenha utilidade alguma deveria ser encerrado. Enquanto autarquias públicas, cartórios, documentações infinitas, contratos complexos e outras burocracias das mais diversas deveriam ser eliminadas. Por fim eliminamos diversos impostos e deixamos as pessoas criarem negócios e gerar valor.

Essa ideia, absurda aos que acreditam que o amor não existe, aos defensores do mais raso cinismo sobre tudo quanto existe na vida, aos intolerantes desastrados que adoram reverberar bobagens sobre minorias enquanto pertencem às maiorias, é na verdade, a essência da moral da liberdade: onde não há quem crie regras, as regras são criadas conforme o jogo.

A história da FIFA é, afinal, uma história sobre um grupo de pessoas que se juntaram para criar regras. Louvável que se crie regras para um esporte, mas, no fim das contas, deixar de mudar as regras para tornar o esporte mais confiável e mais correto passa a ser o subterfúgio para o espaço para a corrupção. Toda instituição inventora de regras acaba por inventar a sua própria burocracia, com a qual passa a sobreviver e garantir o seu próprio caviar.

Não resta ao Brasil senão encarar um fato: não há melhoria da nação, nem inclusão social, nem fim do racismo e da intolerância, sem uma atitude que de fato permita que as pessoas possam fazer o que quiserem.

Há os que acreditam que não existe amor entre as pessoas. Isso é, que renegam a nossa amistosidade natural, a nossa facilidade para o relacionamento, a nossa habilidade de efetuar trocas justas e a vantagem que há em viver em civilização.

Há de se incluir todos nessa civilização. Do contrário, governos do mundo afora acabarão fomentando a pobreza que eles mesmos dizem erradicar. Erradicam apenas na propaganda, enquanto a miséria se apresenta aos olhos. Basta olhar nas ruas.

A moral dos que defendem o Estado e suas iniciativas baseadas em impostos e juros altos, portanto, está muito distante da moral da liberdade. A moral da liberdade acredita que, havendo amor, pode-se fazer qualquer tipo de empreendimento. Do contrário, havendo agressão e injustiça, aí não há possibilidade e isso deve ser combatido. Qualquer cerceador da liberdade e da verdade há de ser, portanto, considerado um inimigo do bem-estar social. E não um defensor do mesmo.

A melhor solução contra a tecnocracia estatal é, efetivamente, construir um novo negócio. Não há outra forma de se expandir a consciência a ponto de entender o quanto somos limitados apenas por nós mesmos. Quando se há vontade, e vontade é uma forma de amor, tudo se pode realizar. No Brasil, a melhor forma de fazer isso é construindo uma obra tão forte e tão resiliente que nem mesmo o governo possa destruí-la. Para isso é preciso ter casca grossa e muita firmeza. A firmeza de um bandeirante desbravador que invadiu o interior desse país. Aqui no Brasil, apenas quem tem espírito bandeirante tem conseguido desbravar dificuldades. A vantagem — que muitos ignoram — é que todos somos descendentes desses bandeirantes, e temos, em nossos genes, as habilidades necessária para superar os obstáculos que insistem em nos impor. Cabe a nós mesmos, usando o amor, a vontade e a inteligência, sermos prudentes e sábios para ajudar a construir um país melhor. Empreenda. E aprenda a lição de Ayn Rand: “Nada pode tornar moral a destruição dos melhores.” Seja melhor, sem medo.

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