A liberdade digital e o socialismo

A se julgar pelo que o Brasil anda fazendo, associando-se a socialistas de esquerda mundo afora, é de se imaginar o que pode ser o futuro do país.

E o futuro do país passa por um socialismo dos mais tiranos, representando pelo sanguinário Che Guevara, e dos mais hipócritas, representado aqui pelo fone branco e a marca da Apple em sua boina.

Você usa Facebook? Conhece o WhatsApp? Você usa o Telegram? O Twitter? O Zello? Todas essas maravilhas que você utiliza hoje são absolutamente probidas na China e na Coréia do Norte. A Venezuela já bloqueou grande parte desses aplicativos. Cuba mal tem internet e, o pouco que tem, é altamente vigiada pelo governo. Na China, aliás, sem o uso de proxies, você não consegue acessar nem a Wikipedia, nem buscar pelo verbete “democracia” no Baidu, o buscador principal daquele país.

Na Rússia, o inventor da rede social VK, uma cópia russa do Facebook, se recusou a fornecer dados para o governo russo de quem usava a rede. Acabou perdendo o cabo de guerra e, inspirado por isso, criou o aplicativo Telegram, pensando em várias formas de melhorar a comunicação de grandes grupos, sem depender de redes sociais e sem armazenar a informação das pessoas, permitindo até mesmo conversas criptografadas.

Onde não há liberdade para o povo se comunicar, não há liberdade alguma. O movimento recente de operadoras de telefonia contra aplicativos como o WhatsApp só mostram a vontade do cartel de algumas empresas, reguladas por agências, junto ao governo,  de dificultar a comunicação tornando-a mais cara, diminuindo a nossa liberdade de falar o que quisermos, quando quisermos, como quisermos.

Hoje, dia 4 de novembro de 2015, o Senado aprovou uma lei que dá “direito de resposta” a quem se sentir ofendido por empresas de mídia. É uma lei bizarra, típica do período atual onde ainda somos dominados por uma oligarquia corrupta e comprada pelos atuais tiranos. Essa oligarquia ainda acha que tem alguma autoridade para aprovar leis que ofendem a liberdade de imprensa e criam uma censura “politicamente correta” nas afirmações dos jornalistas. Censura via projeto de lei, que vai para a sanção Dilma. É óbvio que essa ela não vai vetar.

Como Dilma vetou o voto impresso, o que afasta qualquer possibilidade de real democracia no Brasil, só nos resta a pressão popular para que o Congresso tenha mais poder do que finge ter. Hoje a Câmara dos Deputados parece ter mais expressividade do que o Senado. A tendência é que os dois desapareçam e Dilma consiga, ainda por cima, aprovar uma nova constituição via urna eletrônica. Veja você.

Por sorte ainda tramita um projeto sobre o desarmamento que irá mostrar, em breve, a quantas anda o clamor por um impeachment. Afinal o tema é o mesmo. Para o PT perder o “Estatuto do Desarmamento” é muito pior do que o próprio impeachment. Imagino até que estrategistas do PT podem estar pensando em entregar a cabeça de Dilma para que o estatuto do desarmamento não seja alterado.

O Brasil, no entanto, caminha para que manifestações pacíficas anti-corrupção possam encadear uma série de transformações. Tudo o que é não-governamental, como empresas, famílias, institutos e organizações das mais diversas irão, aos poucos, reconstruir instituições e a própria política. A aversão a soluções rápidas de esquerda, como o redistributivismo, tende a cair em desuso. O desarmamento deve provocar uma profunda transformação no gigante adormecido ingênuo e inofensivo. Capaz de se defender, é capaz de acordar para a realidade. O brasileiro cansou de ser morto, roubado ou, ao menos, danificado, por um governo corrupto e imoral.

É necessário que o Brasil volte a ter três poderes de verdade, para que uma democracia republicana possa dar conta de uma realidade de país. O Brasil não é esse antro de falso altruísmo que está destruindo o país. Um país socialista, como os que defendem os ativistas digitais do partido, jamais teria pessoas divulgando vídeos, fotos, se comunicando por meios digitais. Exatamente tudo isso o que os ativistas que hoje defendem o governo fazem por meios digitais.

Acredito que não está muito distante que brasileiros não possam mais ler blogs em domínios internacionais. Ou ainda, que não possam ler conteúdo que não esteja em português. Um projeto de tirania não tem limites. O processo é lento, mas gradual.

Tudo começou na era FHC, com o chamado “politicamente correto” do tucano. A partir daí, chegamos à fase da censura descarada, dos projetos malucos do PT que, ainda bem, não saíram do papel. Mas aí vemos decretos aqui e ali, leis malucas, como o Marco Civil, e agora, mais recentemente, notamos que vários recursos do Facebook, como vídeos, andam falhando bastante nas redes brasileiras. Por que será?

Outra arma da censura digital tem sido a denúncia de páginas específicas por “assédio”. Isso tem feito com que as pessoas de ambos os lados tenham feito denúncias de ambas as páginas para bloqueá-las. O intuito, com isso, é destruir imagens, reduzir audiências, evitar a comunicação de oposição, evitar o discurso de oposição.

O que os tiranos querem é destruir a família, as instituições e as ideias das pessoas. No fim, se isso não for possível, criam campos de concentração, prisões, leis malucas, caçam fraquezas, assassinam reputações e, até mesmo, matam aqueles que resistem bravamente.

A solução para tal tirania vai ser, no fim, resistir. Usando ferramentas como o TOR e o Bitcoin podemos superar dificuldades. Entendendo como navegar anonimamente com VPN pode permitir fácil o acesso a dados e a redes externas. Proxies ou outras redes secretas também podem ser usadas. Tudo pode ser feito para que, no fim, toda a tirania digital seja desmantelada.

Certa feita ouvi de um grande socialista, professor de ciências sociais, que era possível controlar backbones para direcionar ou mudar audiências, ou até mesmo bloquear conteúdos. Ele dizia isso com intenções bem claras. Afinal de contas ele era radical. A ideia era simples: se eu bloquear um encanamento, a informação para de fluir. Com isso ele conseguiria parar ideias, movimentos, instituições, grupos. Era possível impedir a comunicação, a troca de ideias e o fluxo de negócios, se ele quisesse. Para um socialista, que tem mania de controle, esse parecia um paraíso perfeito.

No entanto só existe um único paraíso perfeito: aquele em que podemos fazer o que quisermos.

Caso cheguemos a esse dia — e espero que nunca — a solução será a revolução pacífica, a revolta desarmada, o uso aplicado das armas psicológicas para neutralizar o poder dos tiranos. A partir desse ponto será possível redefinir a nossa democracia em moldes republicanos. É preciso reproclamar a repúblicar para restituir as liberdades.

Saiba como libertar um país de uma ditadura com o livro “Da Ditadura à Democracia”, de Gene Sharp. Baixe o livro em inglês clicando aqui.

LINK: http://www.aeinstein.org/wp-content/uploads/2013/09/FDTD.pdf

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