2015: o ano do diagnóstico do câncer no Brasil

“Raiva é o sistema imunológico da alma”. Stefan Molyneux

 

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Em 2015, o diagnóstico da doença levou muita gente às ruas. Eram as almas reagindo ao câncer da intervenção estatal na vida das pessoas.

Um diagnóstico de câncer não é simples. Sabemos que, num primeiro momento, haverá a angústia, a negação, até chegar à resignação e a superação. O ano de 2015 foi o ano do diagnóstico dessa doença no corpo do brasileiro.

O mais trágico do câncer é que se trata de uma doença de nosso corpo contra nós mesmos. Assim também é a corrupção. Não por acaso o Papa Francisco já declarou: “A corrupção é um câncer que destrói a sociedade”.

No vídeo abaixo o músico belga Stromae, com maestria, ilustra o câncer que invade as nossas células, a nossa vida, e repete várias vezes a pergunta: “Qui est le prochain?”, ou seja, quem será o próximo?

Durante o último ano, a operação Lava Jato e seus desdobramentos nos colocaram diversas vezes diante dessa pergunta: quem será o próximo? Como num crescendo cada vez mais intenso, chegamos ao cúmulo de termos um senador preso ao lado de um banqueiro. “Nunca antes na História deste país”, diria Lula, a justiça chegou tão longe.

Não fosse o senador um líder do governo do PT dentro do Senado, poderíamos até conjecturar sobre a pouca importância dessa prisão diante do tumor maior, esse que se instalou como metástase em todo o governo brasileiro.

Tal tumor de longe é um político, mas sim uma política. Não é uma ideia, e sim uma ideologia. Um tumor que se infiltra por vários partidos, escolas, fóruns secretos e conferências obscuras. Trata-se do lado negro da força dos tiranos, o mesmo que estimula políticas populistas para se manter no poder, o que vence pela propaganda e pelo cabresto, sempre com o dinheiro dos outros.

“Socialismo é bom até quando acaba o dinheiro dos outros”, já dizia Margaret Thatcher. “Saia das minhas costas, saia do meu bolso”, deixaria claro Ronald Reagan. Essas lições, dos liberais mais sábios da história, infelizmente foram esquecidas em terras brasileiras. Poucas não foram as vezes que esses alertas foram lembrados este ano.

Toda vez que ouvimos falar em “pedaladas”, um eufemismo para as fraudes fiscais do governo que imprimiu dinheiro para cobrir despesas, a primeira frase, a da Margaret Thatcher é lembrada. Afinal de contas, gerar dinheiro por decreto não deveria ser a função de um governante. Controlar a economia conforme se deseja acaba, inevitavelmente, levando à escassez de recursos. A solução mais imediata é “inventar” dinheiro que não existe. Eventualmente esse dinheiro poderia causar problemas contábeis, como acabou fazendo, levando o governo a perder sua credibilidade e suas notas em diversas agências de risco.

Já a segunda frase é o ensaio para o “ajuste fiscal” do governo. Cada vez mais marxista, seguindo à risca a cartilha dos 10 mandamentos do Manifesto Comunista, o governo deseja ampliar o nível de impostos, cobrando a CPMF, mais um, para poder bancar as suas contas. “Saia do meu bolso”, lembraria Ronald Reagan.

Neste ano também entendemos que os tentáculos do estado foram bastante além da mera corrupção. O governo brasileiro, sob Lula, ainda seguindo os 10 mandamentos da cartilha marxista, abusou do BNDES como um típico banco monopolizador dos juros baixos. Várias das pedaladas serviram para cobrir esses gastos incríveis do hoje reconhecido como “bolsa-empresário”. Os amigos do rei beneficiados receberam grandes aportes de “investimentos” e “empréstimos” que raramente são cobrados. O BNDES, um banco que deveria servir ao desenvolvimento do Brasil, teve empréstimos sendo realizados diretamente para outros países, como Cuba. O que não faz o menor sentido, é claro.

Não bastando isso, Cuba também apareceu em outra estratégia governamental bizarra: o Mais Médicos. Programa idêntico ao implantado na Venezuela, trouxe médicos cubanos de formação duvidosa para o Brasil. O objetivo, segundo o governo, era levar médicos a região onde havia falta de profissionais. Louvável, não fosse um processo de escravidão do profissional cubano, que recebe apenas uma fração ínfima do seu salário. Com isso abre-se mais um canal de envio de dinheiro para uma ditadura comunista, além de abrir espaço para potenciais agentes de espionagem em território brasileiro.

Essa percepção de que estamos sendo cada vez mais espionados se traduz na própria CPMF, um imposto ilegal porque quebra o sigilo bancário de todos os cidadãos do país. Só por esse motivo já deveria ser vergonhoso pensar num imposto desses, mas o governo, autoritário e tirano que não esconde mais a sua cara, está disposto a ir até as últimas consequências para quebrar o sigilo de todos os brasileiros e entrar ainda mais em seus bolsos.

O brasileiro já trabalha 5 meses por ano para pagar impostos para o governo e começa a se dar conta de que é 5 meses escravo da ineptocracia: todo poder aos ineptos. O despertar da alma do brasileiro para esses problemas é o que está levando muitos a sentir raiva.

Raiva sendo como o sistema imunológico da alma, não por acaso a popularidade do governo nunca foi tão baixa, sobretudo entre os mais pobres. Conforme pesquisa do IBOPE neste fim do ano, a queda é ainda mais acentuada entre os mais pobres. Inflação alta é uma política muito mais eficiente em produzir miseráveis do que o bolsa-família seria capaz de tirar as pessoas da miséria. Essa falta de visão matemática, no entanto, não incomoda os nossos governantes que insistem em dizer que 1+1=3.

2015 também foi o ano da queda das máscaras de diversos artistas apoiados por um regime autoritário que não hesita em investir em artistas, propaganda ou em artistas que fazem propaganda. A lei Rouanet nunca foi tão questionada como agora. Artistas que parecem nunca estarem dispostos a serem críticos contra o nosso governo despontaram como grandes decepções para o povo brasileiro. Chico Buarque, um brasileiro que mora em Paris e passa as férias por aqui, foi altamente criticado por suas postura políticas, pelo favorecimento a si próprio e à sua família, e às bênçãos da lei Rouanet e da Ancine.

Também foi o ano que descobrimos a reestatização. Após o desastre de Mariana, descobrimos que hoje a Vale volta a pertencer ao governo, com 53% de suas ações pertencendo ao BNDES, ao Tesouro e a outras entidades governamentais. Todo o trabalho de privatização que foi realizado no passado para tornar a empresa eficaz foi desfeito. Não por acaso o desastre de Mariana foi o ápice desse processo.

Samarco, outra empresa com grande participação do governo, não esconde a inépcia quanto a um dos maiores desastres ambientais de nossa história provocado por irresponsabilidade. Irresponsabilidade, em grande parte, de um governo que investe mais em propaganda do que na gestão correta de seus recursos.

2015 foi o ano em que o Brasil teve a criação de um dos primeiros partidos liberais de nossa história. De 34 partidos, sabemos que 30 são de tendência socialista ou de esquerda. Poucos são os políticos liberais ou de direita no Brasil e, mesmo estes, muitas vezes se elegem estando em partidos de esquerda. Essa realidade está ficando cada vez mais clara.

Em 2016 iremos acirrar a disputa não só com PT, mas com PMDB e PP, os sócios que sacaram as riquezas do Brasil para si mesmos. Tudo o que aprendemos em 2015 não será em vão. A pressão em cima de políticos, artistas, candidatos a prefeito, instituições governamentais e outros figurões serão ainda maiores. O povo já cansou dessa política cancerígena que é o autoritarismo tirano que tem lá os seus 50 tons de vermelho. No entanto ano que vem os vampiros conhecerão a cruz, o alho, o Sol e a água benta.

Quem desejar Feliz Ano Novo sem desejar que um país sem o PT Perda Total no poder ano que vem está sendo incoerente. Não há ano novo feliz com PT ficando no poder. PMDB e PP também devem cair, mas o PT, a fonte, a nossa própria “Primeira Ordem” do mal, o nosso lado negro da força na política, precisa cair para que o resto de seu castelo pereça.

Que corruptos e corruptores se defenestrem será o principal desejo de ano novo do Brasileiro. Não resta dúvida.

Feliz 2016!

 

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