As artes marciais e a liberdade

A Tailândia é um dos países mais intrigantes do mundo. O esporte nacional daquele país é o muay thai. O budismo tailandês é de uma linhagem específica que é única no mundo. A Tailândia é o país que mais passou por golpes de Estado nos últimos anos, sendo que o último deles foi uma tentativa de um regime socialista dominar o país.

No vídeo acima você pode conhecer Buakaw, um dos maiores ídolos do esporte nacional, um dos maiores campeões mundiais de muay thai. Como se pode notar, lutadores de muay thai treinam muito pesado para conseguir atingir os seus objetivos. O treinamento é exaustivo e a rotina é intensa demais. Muita gente ficará cansada apenas de assistir ao próximo vídeo da rotina de treinamentos de Buakaw.

Sendo o esporte um dos mais intensos, em que os atletas têm de possuir um preparo físico praticamente sobre-humano, o maior interesse do artigo não é o treinamento de artes marciais em si, mas o que ele representa para a humanidade.

O termo “artes marciais” remete à Marte, o deus romano da guerra. Os romanos já diziam: “Se vix pacem pera bellum”, ou seja, se queres, paz, prepara-te para a guerra. Esse ensinamento, apesar de parecer equivocado aos ouvidos pacifistas, está correto: não há paz maior do que a garantida pelo equilíbrio nas batalhas.

O mundo, até hoje, ainda não teve uma guerra nuclear justamente pela quantidade de países que possuem essa arma. Esse equilíbrio, ainda que imperfeito, fez com que o mundo evitasse o uso dessa arma. Esse preparo de todos para ter esse tipo de armamento levou o mundo a essa paz duradoura.

No entanto, ainda que a paz exista, a agitação e a propaganda seguem sendo a arma de regimes totalitários pelo mundo. Nesse aspecto, a existência das artes marciais certamente pode proteger um país de tentativas totalitárias.

A Tailândia, país-tema deste artigo, teve um problema com um regime totalitário desde 2006. Lá existem os “camisetas amarelas” e “camisetas vermelhas”. Qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência.

A Tailândia passou por um regime comunista regido por Thaksin Shinawatra, um político populista não muito diferente de Lula. Com o seu “capitalismo de compadrio”, populismo e tentativas de permanecer no poder — inclusive com a importação de militantes estrangeiros para o país — esse partido foi demovido do poder por um regime militar em 2006.

Desde então o país tem enfrentado manifestações pró e contra socialistas. O regime militar do país tomou o poder e começou a tomar controle da situação, expulsando estrangeiros que militavam pela ideologia comunista no país.

Lá o governo corrompeu a democracia usando dinheiro para comprar votos, da mesma forma que recentemente no Brasil. A reforma política pretende, portanto, criminalizar essas práticas populistas que corroem um país. As artes marciais certamente tiveram um papel importante. Os tailandeses são ávidos praticantes e, em protestos de ruas, conseguiram se defender de militância violenta, inclusive de policias atirando com balas de verdade contra os manifestantes democráticos de amarelo.

A importância das artes marciais também apareceu em outro documentário, desta vez na Romênia. “Chuck Norris vs Communism” mostra como a importação de filmes piratas dublados na Romênia conseguiu destruir o comunismo.

 

As pessoas, ao observarem Chuck Norris lutando contra vietcongues, gritando contra comunistas e tendo coragem fez com que a população, atomizada por um regime comunista ditatorial, conseguisse se livrar das amarras psicológicas que os tiranos colocavam em suas mentes, e partiram para protestos e manifestações que levaram ao fim do regime comunista.

As artes marciais, no fim das contas, transformam as pessoas em armas. Como armas, podem se defender e atacar com facilidade. Chuck Norris tem cenas em que ataca com pistolas quem lhe devolve bombas. Essa frieza e noção de como contra-atacar com precisão é típica de quem pratica artes marciais. E todo mundo que pratica essas artes faz disso a sua forma de viver.

Assim como a arte marcial transforma você numa arma, o porte de arma também é uma forma de libertação. Armado você pode combater tiranos ignorantes que querem roubar o que é seu ou atentar contra a sua vida. Não por acaso os casos de lutadores que souberam agir para impedir crimes e salvar vidas são muitos. São histórias que não passam muito no jornal da noite, no entanto, com a internet, é possível conhecer vídeos e casos que mostram como esses conhecimentos podem ser úteis em situações perigosas. Veja alguns exemplos:

Certamente os brasileiros precisam aprender muito sobre artes marciais. Já é excelente que tenhamos o Jiu Jitsu como referência, assim como o Muay Thai, o Karatê, o Judô e o Tae Kwon Do. Uma nação que não sabe lutar é facilmente dominada por tiranos e por governos. Não por acaso, não é incomum ver pessoas de esquerda querendo até mesmo proibir o ensino de artes marciais.

Em São Paulo mesmo, quando manifestantes da esquerda radical queriam causar quebradeiras com black blocs, policiais especialistas em artes marciais conseguiram conter a situação sem causar grandes danos. As artes marciais podem ser muito úteis para permitir que se controle a violência. Isso é muito importante, sobretudo num país como o Brasil que tem mais de 70.000 homicídios por ano. Relembre como os policiais reprimiram os black blocs nas manifestações antes da Copa de 2014:

Talvez o que as artes marciais mais ensinam é que você deve se preparar. Não dá para lutar despreparado. É preciso saber defender e atacar. É preciso saber quando recuar e quando avançar. É necessário estar preparado para contra-atacar ou para atacar primeiro. Os golpes precisam ser precisos e atingir os locais corretos.

Algumas artes marciais, como o Krav Magá, ensinam técnicas importantes, como aprender a desarmar um agressor à pouca distância. Essas técnicas ainda poderão salvar a sua vida.

Uma das coisas mais importantes que as artes marciais ensinam é sobre a disciplina e sobre a igualdade. Ao reconhecer que todos somos iguais, algumas artes marciais possuem a característica de permitir que adversários mais fracos, mais baixos, possam usar técnicas para se sobressair contra adversários maiores e mais pesados. Isso é possível com disciplina, atenção ao detalhe e, sobretudo, muito autoconhecimento das suas próprias limitações.

Quando comecei a fazer muay thai, notei que não tinha força no corpo para sustentar meu corpo na ponta de um pé e chutar com a outra perna. Após 2 anos, não consigo mais chutar sem fazer esse movimento. O pé se fortaleceu de um jeito que eu nem imaginava possível. Ao praticarmos essas artes, descobrimos novos limites para os nossos corpos. E descobrimos também que nossas células estão em constante luta com o ambiente que vivemos para que possamos ir além.

Reconhecer a luta constante que é a vida é talvez a chave para compreender porque tantos mestres de artes marciais vivem por tantos anos. Não é incomum notar que monges shaolin, samurais, mestres lutadores e tantos outros possuem longa vida, diferente do que ocorre com outros esportes. Não é por acaso. A vida é uma grande luta. Portanto, quem pratica luta, pratica a vida.

No Brasil, recentemente, um grande lutador e ídolo foi símbolo da busca pela democracia e pela liberdade. Wanderlei Silva se uniu aos manifestantes contra a corrupção do PT, um partido comunista comprometido com um projeto totalitário de poder. Wand acabou se tornando um dos símbolos dessa grande luta do Brasil contra a corrupção.

 

O ensino de artes marciais pode contribuir para a liberdade de um povo e de um país. Ao fortalecer corpos e almas dos indivíduos, eles deixam de se sentirem apenas mais um número num banco de dados para passar a sentir que são importantes e úteis para algo maior. A motivação de treinar e lutar leva também à motivação de trabalhar e procurar se superar a cada dia. O artista marcial deixa de culpar os outros e passa a procurar em si mesmo as falhas no seu jogo para não perder mais as lutas.

Artes marciais podem formar caráter e, a partir de uma ética superior, a ética dos guerreiros, levar as pessoas a se superarem e a buscarem o melhor para si e para os seus. Essa busca, da proteção de sua propriedade, de sua família e da sua vida é, no fim, o objetivo de cada um de nós. Para alcançá-lo, porém, não basta apenas ir treinar todos os dias. É preciso refletir sobre cada treino e repensar que atitude tomar no próximo treino.

Assim é a vida: é preciso repensar a cada passo e é preciso encarar as coisas como um grande tatame. Esse ensinamento e essa visualização permite aos lutadores uma visão mais realista e menos mágica da vida. Por isso lutadores não se iludem com falsas promessas, como as vendidas pelos socialistas ou tiranos autoritários que só querem o poder.

Um lutador entende que o poder só pode ser conquistado por quem tem a capacidade de fazê-lo. Não há conquista de poder sem muita intensidade, sem muita perseverança, sem muito treinamento. Não há absolutamente nada sem trabalho.

Não por acaso, todos os países do mundo que são grandes potências possuem a luta como parte de seus currículos acadêmicos. Nas universidades americanas, por exemplo, o wrestling é um dos esportes utilizados. O Brasil precisa seguir esse exemplo se quiser ser uma grande nação.

A cultivação de campus pacifistas, sem disciplina, sem respeito e sem a vontade de buscar o auto-aprimoramento como base de uma filosofia de vida é o que está destruindo a juventude brasileira, doutrinada com propaganda e falsas promessas.

Para essas pessoas, vale lembrar o ensinamento dos grandes campeões brasileiros de MMA:

– Só o Jiu Jitsu salva!

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