Liberdade com responsabilidade

 

Não pode haver liberdade sem responsabilidade. Há de se responder pelo que se faz. A liberdade é maior quanto maior for a responsabilidade. A confiança no homem livre responsável é muito maior do que a confiança no homem livre irresponsável. Essas ideias devem ser consideradas como consequência natural da ponderação sobre os que preferem igualdade no lugar da liberdade. Esses acreditam na escravização dos diferentes e na predisposição de superioridade dos “igualitários”. Tal armadilha mental é que seduz as almas sedentas de poder.

Pois não há liberdade com coerção. “A civilização nada mais é do que o esforço de reduzir o uso da força ao último recurso”, já dizia Jose Ortega y Gasset. E a tentativa de transformar o conceito de liberdade individual em escravidão, enquanto a subserviência adestrada é vista como padrão de comportamento ideal, nada mais é do que uma bruxaria, uma mistificação da realidade.

Há de se ter certeza dos seus passos para que não sejamos manipulados. Hoje a ilusão está na falsa promessa do político, na certeza do desperdício, na esteira da corrupção das virtudes morais.

Onde não há virtude moral, não há responsabilidade. É mister, portanto, aos autoritários, que a virtude moral seja deturpada para aqueles que são diferentes.

No mundo moderno, a estratégia de coerção mais eficaz que existe é a do politicamente correto.

Criticar a manifestação de religião de um lado, enquanto se santifica atos terroristas de outro é uma forma de colocar pressão nos cristãos do mundo moderno, impedindo que eles digam a verdade.

Ser cristão hoje em dia é a melhor maneira de ser livre, porém é a maneira mais simples de aumentar o seu risco de vida e de ser calado pelos que não gostam de ferir as pessoas.

Para não ser a liberdade crucificada em nome de ideologias tiranas, há de se perguntar, sobre todas elas, se são civilizatórias. Toda ideia que precisa de força para se impor não constrói civilizações, e sim as destrói e vilipendia.

Os exemplos bíblicos, históricos, arqueológios e científicos são bastante claros sobre a tirania. Os momentos da história da humanidade onde mais houve liberdade individual, foram os momentos de Atlas de nossa civilização. Os ápices da humanidade.

Estamos há algum tempo já em decadência. Conforme o indivíduo vai sendo reduzido a um número e a um autômato, que manifesta a felicidade a partir da mediocridade, vamos, aos poucos, tornando-nos escravos de nós mesmos, antecipando, assim, a nossa própria derrocada.

Para fazermos um retorno completo de caminho, será necessário um esforço hercúleo. Pois é assim que as curvas cíclicas se comportam. Só saímos da decadência quando voltamos a subir. É necessário elevar a nossa moral.

Podemos estar mais próximos do fim. Não de nossa história, mas no fim de nossa decadência. Do ponto de mutação em que acordamos para as claras diferenças de ideias entre os povos. Enquanto uns, civilizados, querem deixar estar, outros, de moral irrestrita e relativa, trabalham para calar, matar e destruir os civilizados, implantando no lugar uma revolução autoritária e tirana.

Por acreditarem cegamente de que o caminho para um mundo melhor é passando por um mundo trágico e criminoso é que os lutadores, os guerreiros e os defensores da liberdade trabalham, dia após dia, na convicção dos indivíduos.

Produzem, com isso, seres capazes de matar, roubar ou até mesmo estuprar em nome de uma causa que eles considerem saudável, humana e pela justiça social, como é o caso do socialismo.

Os que leem agora esse texto e já sentem o arrepio na espinha da ameaça que estão sentindo percebem o quanto teremos de trabalhar para tornar o mundo ainda mais civilizado.

Não há a ternura de que gostaríamos, não existe a fraternidade de que dependemos. O que existe é apenas o ódio ao diferente e ideologias idiotizantes que jamais serão capazes de superar a sua mediocridade fratricida.

Temos que alimentar, portanto, o nosso senso de preservação, o nosso vigor e vontade de libertar, ainda que seja com ideias, com atos de bravura ou com ternura. Pois nada há de resistir aos livres e de boa vontade.

 

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