A atomização pós-apocalíptica: um guia para voltar ao normal depois do medo e da tirania

Se a geração de millenials é a “geração nutella”, rapidamente terá de aprender a voltar a ser raiz. Não haverá mais espaço para agendas adversas. O coronavírus mata mais homens biológicos do que mulheres, não está nem aí para múltiplos gêneros. A deficiência de zinco, mineral encontrado principalmente em carne vermelha, ovos e frutos do mar, não dá espaço para aquele papo de veganismo símbolo de saúde, já que é esse mineral que auxilia o sistema imunológico contra infecções.

A tirania local, importada da Eurásia junto com a pandemia, está provocando ansiedade e depressão na maioria das pessoas. Atomizadas, isoladas e desesperadas, muitas cantam pelas janelas, batem panelas e urram. Não se ouve mais música, nem se vê as pessoas amontoadas em bares. Casas noturnas fecharam e os aplicativos de namoro nunca foram mais utilizados. As pessoas estão vivendo com a marca da besta nas mãos, escrevendo mensagens em grupos de debates sobre os mais diversos assuntos. Enquanto isso os governos se tornam maiores e mais poderosos.

Num futuro não tão distante, nossas temperaturas serão medidas em todos os lugares. Seremos escrutinados a todo momento. Porque saímos, quando saímos ou para onde vamos serão informações disponíveis a qualquer momento nas mãos dos governantes. A tirania e a engenharia social nos separará por um longo tempo.

A desconfiança do vizinho é o primeiro sintoma da tirania. E já há casos de pessoas sendo denunciadas a governos pelos motivos mais bobos. Há também hipocrisia de gente midiática pedindo para todo mundo ficar em casa enquanto se exercita por aí. Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço. Na Rússia, o povo fazia fila para comprar pão — algo que Bernie Sanders acha bom, diga-se — mas a elite tirânica comia caviar. Essa realidade, que insiste em se repetir, irá exigir de nós uma fortaleza que já abandonamos.

A Segunda Guerra Mundial aconteceu há muito tempo. Desde então, viemos enfraquecendo e perdendo a nossa capacidade de agir. O estado de “bem estar social entre aspas” fez com que todo mundo sonhasse em trabalhar, se aposentar e morrer tranquilamente. Tudo o que era preciso fazer era trabalhar, pagar impostos e, de vez em quando, fazer de conta que escolhemos alguém para fazer alguma coisa. Essa ilusão cai por terra a cada dia. E não há mais como fechar os olhos.

Os millenials, portanto, terão muito mais razão para lutar do que ficar criticando a dieta alheia. E caberá às pessoas das gerações anteriores ensinarem a esses jovens o valor da liberdade. Muitos já vinham sendo ensinados a acreditar que bom mesmo era um governo grande e poderoso, controlador de tudo. Mal sabiam eles o quanto isso é ruim para todos nós. Mas agora, ficando em casa, muitos desses jovens estão tendo de tomar decisões importantes que jamais haviam pensado em todas as suas vidas. E isso tem sido chocante para muitos deles.

Para sobreviver no mundo pós-apocalíptico do coronavírus, todos nós teremos de seguir lutando pela liberdade e pela privacidade. Um estado de vigilância distópico já surge no horizonte e não há, nesse momento, um entendimento completo de tudo o que está acontecendo. Esse verdadeiro ataque biológico, intencional ou não, é uma bomba totalmente nova que ainda não terminou de explodir. Quando terminar, o mundo já será terra arrasada. Nem tanto pelas mortes, que poderão ser muitas, mas pelo fim das liberdades individuais e pelo fim das comunidades, das aglomerações, da música, das artes, do cinema, do teatro e da dança. O real será trocado pelo virtual e ninguém mais vai lembrar como era o mundo antes disso tudo.

A não ser que a semente da luta pela liberdade nos inspire. Pois assim como a China tem em Taiwan o seu principal adversário ideológico, a tirania tem, na liberdade, a sua pior inimiga. Se o medo é mais contagiante do que os vírus, a liberdade também é uma ideia que se espalha com muita velocidade. Só que, dessa vez, ela vai precisar de braços fortes. Não será apenas no discurso que as batalhas serão vencidas. E para vencer a guerra, ainda faltam muitas batalhas.

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